Pedalada Casa/Gravataí/Casa II – 45.800m

Para tudo de bom que fazemos, temos uma inspiração. Mas quando a coisa beira a insanidade, o inspirador para para a categoria de CULPADO.

Ontem a tarde tivemos uma das temperaturas mais baixas do ano no RS. Não bastasse o frio, uma chuva intermitente e um vento ajudaram para que a sensação térmica fosse polar. Mas tava MUITO FRIO MESMO.

Então resolvi continuar a preparação para a participação no AUDAX 200 (novembro/2011) e me foi pra estrada pedalar.

Os primeiros 10km foram tranquilos barbaridade. Um leve chuvisco e a estrava vazia.

 A última saída pro calor de casa estava se aproximando. Sair da estrada ou continuar? Ir dormir debaixo das cobertas ou continuar a congelar na estrada pedalando sozinho ouvindo Frank Sinatra no iPod?

CONTINUAR.

Se tanta gente faz isso sem problemas, eu também iria continuar pedalando e sem reclamar da vida. Afinal, quero ou não participar E TERMINAR o Audax 200 dentro do tempo limite de 13h30min?

Então segue o pedal.

O frio começou a piorar – como se isso fosse possível – e o corpo pesado pela quantidade de água que eu já estava levando junto (ÁGUA DA CHUVA!!!). Mais 10km e resolvi fazer a primeira – e única – parada para reabastecimento. Nada como um Gatorade pra dar um novo ânimo. Absurdo o valor cobrado na área ao lado do pedágio. Cinco pilas a garrafa.

Mas não deu nada. Foi tomar e seguir pedalando. A partir daí a chuva aumentou e o frio passou a ser realmente um problema. Comecei a não sentir os pés – o tênis totalmente encharcado – e os dedos das mãos. Cheguei a pensar em tirar as luvas para continuar, mas só dei uma torcida nelas para diminuar a água.

Com isso, desisti de seguir até a gloriosa cidade de Glorinha. Acabei fazendo o retorno na RS118, no mesmo ponto da última pedalada que fiz com o Luis Felipe e o Guilherme Falcon Falcão. Aí foi que começou o sofrimento. A chuva ficando mais forte, o vento contra e o frio nos ossos.

Já não aguentava mais ouvir o velho Frank, mas como não sentia mais as mãos, não conseguia mudar o playlist no iPod. Então, segue o Frank Sinatra cantando…Pura bucha.

Pra piorar, os caminhões que circularam na FreeWay em direção a Capital do Mundo jogavam água e mais água no ÚNICO que inventou em pedalar naquelas condições climáticas. Mas eu iria chegar…Não desistiria e nem ligaria pra casa pedindo o “resgate do carro de apoio”. FORÇA E HONRA!!!

Só mais 5Km pra sair da estrada…Parece pouco, mas foram LONGOS 5Km debaixo de chuva.

Mas como iniciei esse texto falando em insanidade e culpado, insanidade a minha em sair de casa com aquele tempo e sozinho. Totalmente doente. Se nas outras oportunidades sempre encontrava outras pessoas pedalando, ontem foi diferente. Só estava eu na estrada. Nem mesmo um “entregador de água mineral” saiu de casa ontem.

Assumo, foi loucura. Cheguei em casa ensopado e congelado, direto pro chuveiro tentar me esquentar. Como é bom um banho QUEM QUENTE!!! O problema é que levei quase 20 minutos pra voltar a sentir os pés e as mãos. Ontem entendi o que é HIPOTERMIA.

Tá, a insanilidade foi minha, mas o CULPADO é o cunhado, o Guilherme Falcon Falcão. Foi ele que começou essa história de pedalar longas distâncias e coisa e tal. Até então, pra mim pedalar era pegar a bicicleta e ir até a padaria e voltar. Não mais do que isso.

Agora é me preparar pra superar essa quilometragem no próximo final de semana.

 

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